Vinhos de Fora do Circuito Tradicional Parte 3 – Suécia.

Amigos,

Aproveitando a iniciativa do confrade Ivan Ribeiro, estamos publicando uma série de curiosidades sobre países menos tradicionais na produção de vinhos. A Suécia é nossa terceira parada!
E para quem ainda não viu o Post da segunda parada, a Inglaterra, o link esta a seguir:

Vinhos de Fora do Circuito Tradicional Parte 2 – Inglaterra.

Curiosidades e Detalhes sobre Vinhos Suecos:

Seria utopia acreditar que a Suécia produz vinhos? Talvez sim, se considerarmos a região extrema onde a o país se localiza, um dos mais ao norte do globo terrestre.

Magnifying glass over a map of Sweden

Mas, o que parece utopia realmente existe. Não podemos considerar a produção da Suécia como um grande mercado produtor mas no entanto, a sua produção de vinhos atinge algo em torno de 5.600 hectolitros anuais. Vale ressaltar que a Suécia está entre os maiores consumidores mundiais de vinho. A média per capita supera muitos países produtores e mais tradicionais nesse aspecto.

wine drinkers

Tendo seu inicio no idos do século XX, quando produtores da região de Sudermânia e, posteriormente, nas Ilhas de Gotlândia e Olândia, começaram a trabalhar com castas hibridas de uvas, até atingirem a barreira climática das mencionadas regiões.

Tanto trabalho tem gerado resultados. Seja produzindo vinhos através de uvas importadas ou por meio de frutas da própria Suécia. Entre os vinhos produzidos com as uvas da Suécia, temos a Balders Blod, produzido pela Kullabygdens vingård e, dentre os vinhos produzidos por uvas importadas, temos: o Amadeus, cujo produtor é a Vinicola Åkesson vin e o  Henric Åkesson, produzido pela Åkesson vin, dentre outros.

 

 

Contudo, a vinícola que mais tem referência na Suécia é a Göran Amnegård, cujo ”vinho de gelo” feito com a uva Vidal ganhou uma medalha de prata na Exposição Mundial de Vinhos em Bordéus no ano de 2005. E em 2016 foi a vez da Södakra Viingard receber medalhas de Ouro para os seus vinhos Caprice e Barcarolle no Internacional Piwi Wine Award que foi realizado na Alemanha.

Com um clima muito nórdico, as videiras lidam com – 25°C no inverno, tendo ainda uma forte geada ao final da primavera que complica todo sistema. Normalmente, se conta com 100 dias entre a floração e a colheita, com um tempo de 90 dias para amadurecer. As castas mais utilizadas na Suécia são a Solaris (branca) e a Rondo (tinta).

Ainda podemos encontrar as seguintes castas tintas: Regent, Cabernte Cortis, Leon Millot e das brancas Phönix e Johanniter. Agluns produtores também investiram na Chardonnay, Pinot Grigio e na Pinot Noir, sem grande referência até o momento.

BW-Pinot-Grigio

Assim, podemos perceber que a Suécia é um berço em evolução da viticultura. Com cada vez mais vinhos sendo reconhecidos e premiados em diversos concursos no exterior, bem como, realizando um trabalho de base com passeios culturais e enogastronômicos com vinhedos e guias para degustação e visitas programadas. A região de Skane já vem sendo comparada a nova Provence.

Por todos esses motivos, a Suécia é mais um grande destino a ser descoberto e explorado por todos amantes do mundo do vinho. Fica a dica e vale a viagem.

Ivan Ribeiro do Vale Junior.
Sommelier Profissional e WSET 2.
Advogado.
Membro da Confraria Mês Que Vem Tem Mais.
@ivanrvalejr
@confrariamesquevemtem

2 comentários em “Vinhos de Fora do Circuito Tradicional Parte 3 – Suécia.

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