Vinhos de Fora do Circuito Tradicional Parte 6 – Bélgica.

Amigos,

Aproveitando a iniciativa do confrade Ivan Ribeiro, publicamos uma série de curiosidades sobre países menos tradicionais na produção de vinhos. A Bélgica é nossa última parada! Aproveito para agradecer e parabenizar o Ivan por essa valiosa contribuição.
E para quem ainda não viu o Post da quinta parada, a Colômbia, o link esta a seguir:

Vinhos de Fora do Circuito Tradicional Parte 5 – Colômbia.

Curiosidades e Detalhes sobre Vinhos Belgas:

Encerrando o ciclo dos vinhos fora do circuito tradicional, que foram inspirados nas seleções que disputaram a Copa do Mundo na Rússia, temos a querida Bélgica, que foi uma grata surpresa na Copa.

No entanto, muito pouco temos para falar sobre os vinhos deste lindo país. Mesmo não sendo a bebida mais típica do país, que é dominado e conhecido por suas belíssimas cervejas, a Bélgica, tem vinhedos cultivando castas brancas e tintas em todo o País. Tendo como principais produtores as Vinícolas Hageling de Tienen, Wijnhoeve Elzeboch, Wijnkelder Kluisberg de Assent e Wijnkasteel Genoels-Elderen, que contam com 16 ha de vinhedos apenas.

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Dentre as castas tintas, temos: Pinot Noir, Auxerrois, Gamay e Dornefelder. Já nas castas brancas, encontramos as: Müller-thurgau, Chardonnay, Pinot Blanc, Pinot Gris, Kerner e Riesling.

Atualmente a Bélgica conta com 3 AOC (Appellation D’Origine Contrôlée), sendo a mais importante delas Hageland, que fica situada na península de Brabante. Tendo alguns nomes relacionados as zonas de produção dos vinhos bem conhecidas pelos amantes do mundo dos vinhos, tais como:  Torgny, Trazegnies, Thuin, Namur, Villers-la-Ville, Thorembaisles-Béguines ou Hageland.

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Dentre seus vinhos especiais, temos o Clos D’Opleeuw Chardonnay na Safra 2001, o qual fora degustado às cegas pela Jancis Ronbison, que pensou se tratar de, tão somente,  um Puligny-Montrachet, ou seja, um vinho de extrema categoria e importância dentro de um mercado quase desconhecido.

Assim, o mercado crescente da Bélgica e seus diversos eventos vêm fazendo com que a cultura do vinho seja cada vez mais disseminada em toda a região. De 2010 até 2014 o aumento na produção de uvas vitis viníferas foi enorme e chegou a números grandiosos em quantidades de toneladas de uvas. Do mesmo modo, a crescente exposição através de feiras e eventos tem atraído cada vez mais admiradores e profissionais da área.

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A maior feira de vinhos da Bélgica é a MEGAVINO, e esse ano ocorrerá entre os dias 19 à 21 de Outubro, englobando no mesmo espaço vinhos, cervejas e demais elementos da cultura regional. Sem contarmos com os diversos MasterClasses e Workshops realizados no evento, com curso, palestras, concursos, degustações dirigidas e inúmeros expositores.  Maiores informações sobre essa feria no site http://megavino.be/ .

Essa feira atrai diversos produtores de vários países e tem sido um mercado bem promissor para os vinhos Portugueses, que representam um grande filão de consumo na Bélgica.

O vinho belga tem mais do que nunca o vento em suas velas. A produção quintuplicou nos últimos 10 anos. O país tem, hoje, cerca de 130 produtores de vinho reconhecidos. Tendo aumentado, de modo considerável, a produção de litros de vinhos no ano de 2017, que  foi de 845.078 litros de vinho, que foi abaixo da produção de 2015 que foi ultrapassada a barreira do limite máximo de produção de hectolitros que é de 1 milhão de litros.

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Na mesma proporção, o número total de vinhedos continua a crescer: em 2017 houve um ganho de 12%, e o aumento de 2013 para 2017 foi de 100 hectares para um total de 341 ha de vinhedos reconhecidos.

Mas, dentre todas essas evoluções fantásticas, as mais importantes estão em considerarmos que, a melhoria do vinho belga, está atrelado a diversos fatores, dentre eles: à profissionalização do setor e ao aumento do know-how dos produtores. O que, sem dúvida alguma, representará um mercado cada vez mais promissor e atrativo na qualidade dos vinhos produzidos e do mercado da enocultura.

Encerramos, dessa forma, com chave de ouro, falando dos vinhos Belgas, um mercado em crescente vertiginosa e grandiosa. Mais um belíssimo destino a ser explorado e desvendado. A Bélgica, com toda certeza, deve ser inserida no mapa do vinho e dentro do circuito tradicional.

Ivan Ribeiro do Vale Junior.
Sommelier Profissional e WSET 2.
Advogado.
Membro da Confraria Mês Que Vem Tem Mais.
@ivanrvalejr
@confrariamesquevemtem

6 comentários em “Vinhos de Fora do Circuito Tradicional Parte 6 – Bélgica.

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