6 Tecnologias Anti-Fraude para Vinhos.

Amigos,

A poucos dias, eu publiquei a lista dos vinhos mais falsificados do mundo. E como foi dito na publicação, não são somente os vinhos de alta gama e alto valor que são falsificados, apesar de obviamente eles serem o maior alvo pelo valor econômico. Vinho de grande escala também podem ser falsificados pois a escala também gera um lucro interessante ao falsificador.

Veja aqui a lista dos vinhos mais falsificados do mundo

Portanto, todo cuidado é pouco na hora de comprar vinhos de qualquer faixa de preço.

Abaixo, uma lista de tecnologias anti-fraude que vem sendo desenvolvida pela indústria de vinhos para proteger seus produtos contra a ação de falsificadores. Vale ressaltar que algumas das medidas utilizadas atualmente, requerem técnicas avançadas para a autenticação das garrafas, mas a digitalização permite que o consumidor final possa também verificar os métodos de segurança anti-fraude aplicados pelos produtores.

vinho falso

1. Tampas Invioláveis.

Uma tampa à prova de violação visa demonstrar que o produto não foi modificado ou substituído desde que saiu da vinícola. No entanto, esses dispositivos geralmente são fáceis de reproduzir. A inclusão de elementos de autenticação nesses dispositivos, quando possível, traz um nível adicional de segurança.

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2. Dispositivos Invioláveis.

Recursos invioláveis ​​são procedimentos que impedem que a garrafa seja aberta sem evidenciar este fato. Selos ou marcadores fazem parte desses recursos.  No entanto, tal técnica não pode proteger completamente contra atos maliciosos de falsificadores, pois o caráter único do selo oficial poderia ser copiado.

 

A prática de reabastecer garrafas representa um grande problema no desenvolvimento de técnicas anti-falsificação. Esse problema surge da mesma forma que uma caixa vazia de um fornecedor de alta qualidade pode ser usada para reembalar um produto falsificado. Para proteger vinhos e bebidas, as tecnologias mais apropriadas para prevenir a reutilização descontrolada de embalagens são aquelas que causam a destruição de elementos pela abertura da garrafa, como cápsulas e outras coberturas.

3. Recursos Visíveis

As tecnologias fornecidas com recursos visíveis (visíveis) são caracterizadas por sua acessibilidade ao consumidor final. Os recursos de autenticação incluem hologramas e, mais frequentemente, dispositivos óticos variáveis ​​(OVDs) como tintas ou filmes variáveis, marcas d’água, métodos de impressão seguros, etc. Esses dispositivos revelam um recurso exclusivo quando manipulados (imagem oculta, irização, gravação, etc.).

Eles são destinados a serem avaliados por indivíduos com conhecimento mínimo do que precisa ser verificado. Por definição, o inspetor não utiliza ferramentas específicas ou “inteligentes” para essa inspeção. A maioria dessas tecnologias pode ser usada em rótulos de vinhos comuns ou específicos.

Para um público desavisado, a imitação desses recursos pode facilmente enganar e dar uma falsa garantia sobre a identidade do produto. Seu custo é altamente variável. A tecnologia de comunicação de campo próximo (NFC) também pode ser usada com recursos interessantes (por exemplo, adesivos de holograma) e permitem que o produto seja autenticado usando um dispositivo móvel coo um smart-phone. O NFC permite ainda que uma autenticação simples seja validada pelo usuário final, praticamente sem risco de erro.

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4. Recursos de Cobertura (codificados ou ocultos).

As tecnologias fornecidas com recursos ocultos são caracterizadas pela necessidade de um sistema de escaneamento especializado, pois essas tecnologias não podem ser lidas a olho nu. O inspetor deve ter a ferramenta certa para fornecer verificação (software embutido ou remoto), e ele deve ser treinado sobre como usar a ferramenta. Os recursos de autenticação ocultos incluem impressões ocultas ou codificadas, marcas digitais, taggants (nanopartículas), materiais adicionados (caos), identificação por radiofrequência (RFID) e certas propriedades intrínsecas do material do produto ou sua embalagem. Esses recursos, que geralmente oferecem um bom nível de segurança e são extremamente variáveis ​​em termos de custo e complexidade de integração.

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5. Elementos que Envolvem Análise Científica (forense).

Elementos do tipo “forense” incluem marcadores físicos, como taggants (microchips de radiofreqüência), ou marcadores biológicos, como DNA e outros parâmetros físicos e químicos (isótopos, etc.). É necessário um equipamento de análise portátil ou material de laboratório para realizar este tipo de verificação adequadamente. Para que sejam particularmente confiáveis, esses elementos exigem um protocolo rigoroso e às vezes demorado para a verificação. As tecnologias forenses são baseadas em análises científicas e exigem o uso de ferramentas de laboratório. Grande progresso tem sido feito na miniaturização e mobilidade dessas ferramentas. Um protocolo rigoroso deve então ser colocado em prática para capturar os elementos usados ​​para autenticação. Em alguns setores, pode ser necessário recolher amostras, mas no caso do vinho isso implicaria a destruição do produto.

6. Rastreio e Localização.

Essas tecnologias vêm do setor de logística e possibilitam garantir que os produtos sejam rastreáveis. O código de barras e RFID são as duas tecnologias mais citadas neste ambiente. A aplicação da identificação por radiofrequência foi ampliada como resultado da campanha anti-falsificação, uma vez que muitos riscos de falsificação podem emanar do coração da cadeia de suprimentos (transportador, importador, etc.) e exigem não apenas rastreabilidade, mas também identificação por unidade.

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Enfim, além de todas essas medidas citadas acima, comprar o vinho de fontes confiáveis pode evitar uma série de dissabores.

Fontes:
https://www.winesandvines.com/features/article/136584/Protecting-Your-Wine
http://www.rfidunion.com/pt/service-view/fire-system
https://www.winesandvines.com/features/article/139571/Choosing-a-Fraud-Prevention-System

 

4 comentários em “6 Tecnologias Anti-Fraude para Vinhos.

  1. Legal o uso de tecnologia para garantir que o produto é autêntico, mas termina elevando o preço dos vinhos e, mais uma vez, é o consumidor quem para a conta. Desafio maior que provar a autenticidade é criar meios para combater a pirataria.

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  2. Matéria show de bola! Parabéns Sitta!! Tomara que essa moda pegue e tenhamos mais proteção. Se a pessoa reaproveirar garrafa com rótulos originais fica difícil descobrir, mas esses leitores de celular identificando o vinho direto na vinícola ajuda. Outra coisa que já vi é vinho supostamente artesanais (talvez a própria vinícola faz a trama) – eles colocam que a produção foi somente de 400 garrafas e a gente vê vários supermercados vendendo…. novamente parabéns pela matéria! Saúde!

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    1. Acontece muito também de dizer que é de uma safra mais antiga e ser de uma safra mais recente. São vários tipos de falsificação e muitos bem difícil de descobrir.

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