5 Vinhos Ícones Chilenos

Amigos,

Na útima terça-feira, 27 de agosto, realizamos mais um evento do Blog! Desta vez o tema foi um “embate” entre 5 vinhos chilenos de altíssima gama e principalmente bastante evoluídos, alguns com mais de 20 anos em garrafa e provavelmente próximos ao auge. Além dos 5 ícones, foi servido um vinho “surpresa” que tem 100 pontos de James Suckling.

Então vamos ao “line-up” da noite! Sem dúvida com alguns dos melhores e mais renomados vinhos do Chile.

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1. Seña 1997: Preço da safra atual (2016) na Gran Cru: R$ 1.899,00

Guiados pela intuição e apoiados pela herança familiar, Eduardo Chadwick e Robert Mondavi em Joint Venture criaram um vinho chileno de qualidade e caráter distintos. Seña, cuja primeira safra foi em 1995, é o culminar desta maravilhosa parceria e de uma jornada apaixonada. O vinho é um autêntico blend chileno feito das melhores parcelas de Cabernet Sauvignon, Carmenere, Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot.

Entretanto, nesta safra 1997 o corte ainda era apenas composto de duas variedades: 84% Cabernet Sauvignon e 16% Carmenere, com passagem de 16 meses em carvalho francês, sendo 43% de primeiro uso e 13,5% de graduação alcoólica.

2. Almaviva 1997: Preço da safra atual (2016) na DiVinho: R$ 1.499,00

Em 1997 a Baronesa Philippine de Rothschild, Presidente da Diretoria de Assessoria da Baron Philippe de Rothschild S.A., e o senhor Eduardo Guilisasti Tagle, Presidente de Vinícola Concha y Toro S.A., fecharam um acordo com a visão de criar um vinho Premium Franco-Chileno excepcional, chamado Almaviva. Produzido sob a supervisão técnica de ambos os sócios, a primeira colheita (1996) foi um sucesso internacional imediato, logo após seu lançamento no mercado em 1998.

Nas safras iniciais o vinho era um corte de Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Carmenere, mas com o passar dos anos, as uvas Merlot e Petit Verdot foram introduzidas no corte.

20 Safras do Almaviva

Na safra 1997 o corte é 72% Cabernet Sauvignon, 23% Carmenere e 5% Cabernet Franc com 16 meses em carvalho francês de primeiro uso e 13,5% de graduação alcoólica.

3. Montes Alpha M 2000: Preço da safra atual (2015) na Mistral: R$ 726,00

O Montes Alpha M foi o primeiro vinho ícone da renomada Viña Montes, com a primeira edição em 1996. A produção do Montes Alpha M é extremamente limitada e as safras só são liberadas se Aurélio Montes, considerar que a qualidade do vinho atinge um padrão suficientemente bom. As uvas são do vale de Colchagua, sendo um dos mais premiados do Chile.

Nesta safra 2000, o corte é 80% Cabernet Sauvignon, 10% Cabernet Franc, 5 % Merlot e 5% Petit Verdot com passagem de 18 meses em carvalho francês de primeiro uso e 14,0% de graduação alcoólica.

4. Clos Apalta 2001: Preço da safra atual (2015) na Mistral: R$ 1.540,00

O cultuado Clos Apalta é um verdadeiro mito, sem dúvida um dos melhores e mais premiados vinhos da América do Sul, foi o primeiro vinho do Chile a ser eleito o Melhor Vinho do Mundo pela Wine Spectator. Produzido apenas nos grandes anos, sua primeira safra foi em 1997, sendo que as safras 2014 e 2015 receberam 100 pontos de James Suckling.

Nesta safra 1997 o corte é 80% Merlot e Carmenere com 20% de Cabernet Sauvignon e passagem de 22 meses em carvalho francês de primeiro uso e 14,0% de graduação alcoólica.

5. Chadwick 2006: Preço da safra atual (2016) na Clarets: R$ 3.815,00

O vinho Chadwick representa o desejo da família Chadwick de honrar a memória do falecido Don Alfonso Chadwick Errázuriz com um vinho tinto Ultra Premium que mostra a tradição e experiência da família Chadwick-Errázuriz na produção de vinhos finos. A primeira safra de Viñedo Chadwick (1999) foi lançada com grande sucesso em 2002. Sua segunda safra (2000) mais tarde faria história em 23 de janeiro de 2004, quando ocorreu a Degustação de Berlim. Nas safras de 2014 e 2017 recebeu 100 pontos de James Suckling.

Nesta safra de 2006, o vinho é 100% Cabernet Sauvignon com 18 meses em carvalho francês de primeiro uso e 14,0% de graduação alcoólica.

Resultado da Degustação

A sequência de serviço foi: Seña 1997, Almaviva 1997, Clos Apalta 2001, Montes Alpha M 2000 e Chadwick 2006. Fechando o evento o vinho surpresa foi o Cobos Malbec 2011, de Paul Hobbs e pontuado com nota máxima por James Suckling. Antes, um branco e um champanhe.

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Antes de resultado, vale ressaltar que a votação foi muito próxima e definida por pequenos quesitos no gosto individual de cada um dos nove participante. Tanto que 4 dos 5 vinhos receberam votos como melhor da noite por algum dos participantes. E o quinto vinho recebeu votos como segundo melhor. Graças ao Deus Baco, todos os vinhos estavam perfeitos.

Montes Alpha M 2000: Na minha opinião a maior surpresa da noite visto que custa a metade dos demais e seria o primeiro da noite em inúmeras degustações que participei. Foi a melhor garrafa que já provei deste vinho, bem evoluído, com aromas secundários e terciários e boa potência em boca. Foi decantado por 2 horas. Ficou em 5° lugar no geral (Na minha opinião 4° com 4,7 estrelas).

Almaviva 1997: Outro grande ícone chileno, achei levemente mais apagado que os demais mas ainda perfeito. Ótima complexidade aromática e macio em boca. Foi decantado por 1,5 horas. Ficou em 4° lugar no geral (Na minha opinião 5° com 4,6 estrelas).

Chadwick 2006: Que monstro, pagou o preço de ser o mais jovem da degustação, na minha opinião com mais 10 anos seria o primeiro. Muito mais evoluído que a safra 2012 que não havia me impressionado e a 2015 muito jovem, aromas de fruta madura e chocolate com taninos firmes e muita potência mas bem aveludado. Foi decantado por 2 horas. Ficou em 3° lugar no geral (Na minha opinião 2° com 4,8 estrelas).

Clos Apalta 2001: Na minha opinião, a grande surpresa da degustação, disparado a melhor garrafa que provei deste vinho e nem foi uma grande safra no Chile. Tem potencial de guarda para mais 10 anos, aromas de cacau e alcaçuz, em boca é firme e super equilibrado, um veludo. Foi decantado por 1 hora. Ficou em 2° lugar no geral (Na minha opinião 3° com 4,8 estrelas).

Seña 1997: Era o meu palpite pra noite, mas a diferença foi mínima. Aberto no auge deve começar a entrar em declínio nos próximos anos. Aromas secundários e em sua maioria terciário de couro e frutas secas. Em boca sedoso e balanceado com final aveludado. Ficou em 1° lugar no geral (Na minha opinião 1° com 4,9 estrelas).

Cobos Malbec 2011: Obviamente não participou da votação pelas características diferentes mas 4 dos nove participantes afirmaram que ele foi um dos 3 primeiros da noite. Foi decantado por mais de 4 horas e estava muito equilibrado, combinando potencia e fruta. Também a melhor garrafa que já provei deste vinho.

Agradeço a todos que participaram e fica o convite para que vocês nos sigam no Instagram e fiquem por dentro dos próximos eventos.

Fontes:
https://www.almavivawinery.com/en/the-wine/
http://www.closapalta.com/fichas/clos-apalta-2001.pdf
http://www.vinedochadwick.cl/en/
https://www.sena.cl/en/wine.php
https://www.monteswines.com/pt/wines/icons/montes-alpha-m
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64 comentários em “5 Vinhos Ícones Chilenos

  1. Minha opinião é que o vinho surpresa será um cobos (ia apostar no Insignia de 100 ptos mas como já tomou, não acho que seja). A ordem será:
    1 – Chadwick
    2 – Clos apalta
    3 – Cobos
    4 – Almaviva
    5 – Seña.

    Abraços

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  2. Eu faço uma aposta no Almaviva, são todos ícones mas é sempre muito bem recebido pela crítica e mantém um equilíbrio em suas avaliações permanente, uma fórmula de sucesso. Vamos ver !!!

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  3. 5 vinhos maravilhosos, em safra iguais acho que daria o Clos de Apalta, a safra pode influenciar uma vez que são vinhos muito próximos, mas fico com ele.
    Curioso pra ver o resultado, Sitta.

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  4. Desses 5 grandes vinhos , posso dizer que a pouquíssimos dias abri um Seña 2001 e estava interaço . O Chadwick perde um pouco em relação aos outro por ser o mais jovem de todos . Já o Clos Apalta e o Montes Alpha M competem de igualdade por serem de safras próximas ( mas o “M” 2000 é fora do normal , outro vinhaço) O AlmaViva tenho minhas dúvidas se ainda está vivo rsrsrsrs.
    Bom a minha ordem é seguindo o meu paladar e o meu conhecimento sobre esses vinhos :
    1º Seña 1997
    Excelente degustação grande Sitta 🍷🍷
    2ºClos Apalta 2001
    3ºMontes Alpha M 2000 ( bem junto com o Clos Apalta )
    4º Chadwick 2006
    5º Almaviva
    O surpresa : gostaria de ver o Neyen Malbec 2016 ( edição limitada )

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  5. Boa tarde, vou de Seña, o Chadwick pela proposta parece ser promissor por quem fez, mas nunca experimentei. O surpresa acredito ser um excelente custo x benefício.
    Será um belo evento.
    Parabéns Sitta.

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  6. Gostaria muito de participar dessa degustação, pena que estou fora do Brasil. Nunca provei o Chadwick, mas não por esse motivo que deixarei de dar o meu palpite.
    Aposto no Alma Viva, apesar de gostar muito do Seña.
    Bom evento, Sitta!

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  7. Oi, Sitta! Pena que estou fora do Brasil, não perderia esse teste por nada!

    Será difícil esse páreo, diferença máxima de cabeça, provável photo-chart entre os dois primeiros…

    Mas, para palpitar fico com Chadwick na ponta, Seña/Almaviva, Montes/Apalta…

    Bom divertimento! Abraços!

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  8. Uma degustação de tirar o fôlego! Só vinhaço! Só uma curiosidade: A degustação foi às cegas? Sou componente do grupo de WhatsApp “ Adega Taninos “ de Santa Rosa -Rs, do qual tu também participas! Abraço!

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  9. Que evento fantástico Sitta! Parabéns pela condução. Tinha deixado meu palpite no Vivino, que foi o Chadwick, acabou ficando em terceiro. Mas as distâncias foram bem pequenas de um para o outro, pelo que vi. Talvez o VIK poderá estar no meio desses ícones em mais alguns anos, acho que a primeira safra dele foi 2010, salvo engano. Uma dúvida: o Cobos 2011 tem vida longa pela frente ainda? Tenho um adegado e não quero arriscar passar do ponto…rsrsrs.

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    1. O Chadwick estava ainda muito novo. Além do VIK, outros poderiam participar como o El Principal e o Altura, infelizmente não deu pra colocar todos.
      O Cobos 2011 tem mais uns 10 anos pela frente. Talvez 5 pra chegar ao auge.
      Abraços

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  10. Sensacional Sitta , difícil de apostar em um ! Todos grandes vinhos , não posso falar do Chadwick pois não provei , já os demais , para o meu gosto o Seña não seria supresa nenhuma , grande vinho , sempre
    Redondo e ainda com 22 anos !! Uuaaauuu

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  11. Bem, apostei no Almaviva, pelo visto o último ou quarto como seja, de quer forma mostra o equilíbrio entre estes ícones, em diferenças tão pequenas, provavelmente está mais relacionado a garrafa e sua melhor ou pior guarda que ao próprio vinho, ou uma questão de gosto, mas fato que o nível é altíssimo e muitas das vezes minha opinião é que são como corredores de 100m na final de uma olimpíada, não se consegue perceber a olho nu quem chegou na frente. Parabéns aos presentes e ao evento.

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