Degustação da Quinta do Crasto e Roquette & Cazes com Tomás Roquette

Amigos,

Hora de falar do maior evento presencial do Blog até hoje!

Há alguns dias, realizamos um jantar com Tomás Roquette, administrador da Quinta do Crasto, uma das principais vinícolas de Portugal. Neste jantar, ao lado de Tomás, provamos todos os principais vinhos da vinícola e também provamos os dois vinhos da Roquette & Cazes.

+ Quinta do Crasto por Tomás Roquette.

O jantar aconteceu no restaurante El Tranvia do Itaim, graças do apoio da Qualimpor, que importa os vinhos de ambas vinícolas no Brasil e do meu confrade Fernando Procópio, que conduziu nosso contato com o Tómas, parceiro de longa data do Blog.

As Vinícolas

A Quinta do Crasto, S.A. é uma empresa portuguesa, produtora de vinhos do Douro e do Porto. Está localizada em pleno Vale do Douro, a mais antiga região vitícola regulamentada do mundo e também classificada como Património Mundial pela UNESCO em 2001, a Quinta do Crasto usufrui de condições excecionais para a produção de vinhos e de azeites da mais alta qualidade.

Anualmente, a Quinta do Crasto produz no Douro cerca de um 1.500.000 garrafas de vinho do Douro e do Porto de diversas categorias, 40% das quais destinadas ao mercado nacional e as restantes 60% destinadas a exportação para 54 mercados, localizados nos cinco continentes.

O projeto Roquette & Cazes é acima de tudo um encontro de dois amigos: Jorge Roquette da Quinta do Crasto e Jean-Michel Cazes do Château Lynch-Bages. Em 2002, as duas famílias decidiram criar uma empresa para produzir grandes vinhos que fossem marcados pelas características naturais do Douro e pela experiência dos Cazes que fazem vinhos em Bordeaux há cerca de um século.

A Degustação

Como dito anteriormente, provamos os principais vinhos das vinícolas em uma degustação conduzida em 3 flights por Tomás Roquette.

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A seguir, falamos um pouco mais de cada um dos vinhos degustados:

1° Flight

Crasto Superior Branco 2020: hoje é o principal vinho branco da Quinta do Crasto, apesar de ser de uma linha de média gama. Corte de 60% Viosinho e 40% Verdelho. Estagiou em barricas de carvalho francês (50% novas), onde permaneceu 6 meses, em bâtonnage com as barricas assentes num sistema rotativo que permite o levantamento das borras sem incorporação de oxigénio. Graduação alcoólica de 12%.

Roquette & Cazes 2018: esse é um dos meus queridinhos. Corte de Touriga Nacional (60%), Touriga Franca (25%) e Tinta Roriz (15%). Estagiou em barricas de carvalho francês, onde permaneceu cerca de 18 meses com 14,0% de graduação alcoólica.

Reserva Vinhas Velhas 2018: um clássico em uma de suas melhores safras. Uva provenientes de Vinhas Velhas (field blend de 25 a 30 diferentes variedades), estagiou em barricas de carvalho francês (85%) e carvalho americano (15%), onde permaneceu cerca de 18 meses e 14,5% de graduação alcoólica. A safra já está redonda mas tem ótimo potencial de evolução. Para abrir ou guardar.

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2° Fligth

Tinta Roriz 2015: o mais envelhecido dos três varietais que provamos. Uvas 100% Tinta Roriz com estágio em barricas de carvalho francês e 14,8% de graduação alcoólica. Macio e equilibrado, combina potência e elegância com final lardo e frutado.

Touriga Franca 2016: é a primeira safra desse varietal, enquanto os anteriores tem mais de 10 safras produzidas. Estagiou em barricas de carvalho frances onde permaneceu 18 meses e tem 14,0% de graduação alcoólica. Mantém o ótimo nível dos dois irmãos.

Touriga Nacional 2017: uvas provenientes dos melhores talhões de Touriga Nacional da Quinta do Crasto. Estagiou em barricas de carvalho francês onde permaneceu 18 meses, com 14,5% de graduação alcoólica. Mostra toda a qualidade dos vinhos da Quinta do Crasto. Foi muito difícil escolher o melhor entre os três varietais.

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3° Flight

Xisto 2015: fez bonito frente aos dois monstros da Quinta do Crasto. Foi feito com uvas das castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, adicionadas a outras variedades nativas provenientes de Vinhas Velhas. Estagiou 100% em barricas de 225 litros durante 20 meses com 14,5% de graduação alcoólica e é fruto do trabalho de dois grandes enólogos: Daniel Llose (Château Lynch-Bages) e Manuel Lobo (Quinta do Crasto).

Vinha da Ponte 2016: um dos grandes ícones da vinícola, produzido com uvas do vinhedo da Vinha da Ponte (field blend de Vinhas Velhas). Estagiou em barricas de carvalho 100% novas, onde permaneceu cerca de 20 meses com 14,0% de graduação alcoólica. Somente é produzido em safras excepcionais. Vinho potente e marcante, selecionado por muitos como o melhor do encontro.

Vinha Maria Teresa 2018: um dos meus favoritos em Portugal, tem muita história aqui no Blog, sempre presente nos melhores vinhos dos últimos anos. Produzido através de uvas Vinhas Velhas do vinhedo Maria Teresa (mistura de mais de 50 castas já identificadas), estagiou em barricas de carvalho 100% novas, sendo 90% de carvalho francês e 10% de carvalho americano, onde permaneceu cerca de 20 meses. Meu favorito nessa noite!

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E pra fechar essa noite tão especial, levei a garrafa do Maria Teresa 2018, meu favorito da noite, assinada pelo Tomás Roquette, pra guardar de recordação.

Um agradecimento especial a todos que participaram, em especial ao Tomás. a equipe da Qualimpor e ao Fernando Procópio.

Bons vinhos a todos!

Serviço:
Quinta do Crasto
Website: quintadocrasto.pt
Instagram: @quintadocrasto

Roquette & Cazes
Website: www.roquettecazes.com
Instagram: @roquettecazes

6 comentários em “Degustação da Quinta do Crasto e Roquette & Cazes com Tomás Roquette

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