30 Vinhos para Provar em Salta

Olá,

Você já provou vinhos de Salta? Ainda não? Então não sabe o que está perdendo!

No mês de agosto visitamos as três principais regiões vinícolas de Salta, Argentina. Em 6 dias de viagem, passamos por Cafayate, Molinos e Cachi, visitando as vinícolas da região e provando inúmeros ótimos vinhos produzidos por lá. Na sequência, no último final de semana, estivemos na Oda al Vino (que será tema em breve por aqui), e provamos mais alguns exemplares da região.

Fato é que os vinhos de Salta tem me encantado. Se contar essa passagem por Salta, o evento da Oda al Vino e os vinhos da região que provei desde o início do ano, já são mais de 120 rótulos, entre os principais da região que produz pouco mais de 1% da produção total da Argentina com cerca de 50 vinícolas. Mas, os vinhos lá produzidos, são de extrema qualidade.

Sendo assim decidi montar uma lista com 30 rótulos, entre brancos e tintos, de diversas faixas de preço, que vocês precisam conhecer e provar quando forem visitar a região. E isso pode ser mais fácil do que vocês imaginas visto que a Aerolineas Argentinas vai manter o voo direto de Guarulhos para Salta (cerca de 3,5 horas de voo).

Inclusive podemos encontrar no Brasil alguns desses rótulos.

Atividade Vitivinícola em Salta

A atividade vitivinícola está localizada, principalmente, nos Valles Calchaquíes IG, que são um sistema de vales entre montanhas de 270 km de extensão, compartilhados com as províncias de Catamarca e Tucumán. A vitivinicultura de Salta está fortemente marcada pela presença de vinhedos de altitude: a área começa a ser cultivada a 1.530 metros e atinge 3.111 metros de altitude na Payogasta (departamento de Cachi).

A região tinha um total de 3.604,4 hectares plantados em 2021, o que representa pouco mais de 1,0% da produção total de vinhos, distribuídos em 4 regiões e cerca de 50 vinícolas.

SaltaMap

O Valle de Cafayate IG, no Sudoeste da província, constitui o centro de referência da vitivinicultura do Norte, destacando-se pela excelente qualidade e grande caráter varietal de seus vinhos. Concentra 75% dos vinhedos de Salta, e 60% do total da área plantada nos Valles Calchaquíes.

Cafayate apresenta clima quente com noites frias. Caracteriza-se por uma grande amplitude térmica com verões longos que permitem um bom crescimento das videiras, favorecido também por solos arenosos e profundos. Os vinhos em geral são cor intensa, aromas e sabores vivos e de taninos intensos e maduros. Tanto os brancos como os tintos se caracterizam pela fruta e pela grande tipicidade varietal. Os teores alcoólicos tendem a ser altos, visto que se aguarda a correta maturação das uvas.

Tem-se registrado um grande crescimento das variedades tintas, especialmente da uva Malbec, principal tinta da região, graças à grande demanda deste varietal e à excepcional qualidade que se consegue na província. Entre os tintos mais emblemáticos também destacam-se o Cabernet Sauvignon e o Tannat, com estrutura e taninos delicados. Entre os brancos, o Torrontés Riojano é considerado a expressão mais fina de Salta mas também há bons rótulos em Sauvignon Blanc, por exemplo.

30 Vinhos da Região para Provar

Considerando que essa lista vai durar muitos anos, não vou colocar a safra de referência. Mas todos que já provei mais de uma safra, se mostraram muito consistentes ao longo dos anos.

ATENÇÃO: A ordem dos vinhos é aleatória!

1. Pachamama, Domingo Molina: vinhaço produzido por Rafael Molina em parceria com Roberto Cipresso. Esse 100% Malbec de altitude passa 12 meses em carvalho francês.

2. Yacuil, Yacochuya y Tacuil: feito em parceria, é um blend 50% da Tacuil e 50% da Yacochuya. Somente a parte da Yacochuya tem passagem por madeira. Produzido com as melhores barricas de Malbec.

3. Malbec Gran Reserva, Puna: a produção desse 100% Malbec é de somente 4.000 garrafas e passa 24 meses em barricas de carvalho francês.

4. Yacochuya, Yacochyua: sem dúvida é um dos principais vinhos da região e tem a assinatura de Michel Rolland. Passa18 meses em barricas de carvalho francês.

5. Amar y Vivir, Arco Yaco: corte de 85% Malbec e 15% de Cabernet Sauvignon com passagem de 15 meses em carvalho. Vinho boutique de excelente qualidade. Também vale provar o Cabernet Sauvignon.

6. La Linterna Chañar Punco Malbec, Bemberg Wines: produzido na bodega El Esteco sob a supervisão de Daniel Pi. Passa 18 meses em barricas de carvalho francês de 300 litros.

7. Tatá Dios, Miraluna: uvas 100% Malbec com 24 meses de passagem em carvalho francês de primeiro uso. Na safra 2017 foram produzidas somente 2.500 garrafas.

8. Malbec Extremo, Altupalka: os vinhedos, em Molinos, estão a 2.590 metros acima do nível do mar e o vinho passa 18 meses em barricas de carvalho francês.

9. Altimvs, El Esteco: um dos principais blends da região. A composição do corte muda a cada safra, de acordo com as melhores uvas do ano (também muda a porcentagem). Normalmente cada varietal passa 12 meses em carvalho e mais 6 após o corte.

10. Arlene, Piatelli Vineyards: apesar da proporção variar ao longo das safras, o corte sempre é Malbec, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc com passagem de 12 meses em carvalho francês e americano.

11. Icono, El Porvenir: o vinho é um corte de 60% Malbec, 30% Cabernet Sauvignon, 7% Tannat e 3% Petit Verdot e passa de 18 a 22 meses em barricas novas de carvalho francês e americano.

12. Chavo Figueroa, Bodega Chavo Figueroa: corte de 95% Malbec e 5% Cabernet Sauvignon com breve passagem em carvalho usado. Um vinhaço pra conhecer.

13. Pedro Moisés, Bodega El Tránsito: corte de Malbec, Tannat e Cabernet Sauvignon com passagem de 12 meses em carvalho 60% francês e 30% americano de primeiro uso.

14. Viñas de Dávalos, Tacuil: trata-se de um field blend de uma maior parte de Malbec e menor parcela de Cabernet Sauvignon, plantados em vinhedos de altura. É um dos melhores vinhos que não passam por madeira que já provei.

15. 33 de Dávalos, Tacuil: também é um field blend de maior parte de Malbec com parcela de Cabernet Sauvignon e algumas outras uvas como a Crioula. Também não passa por madeira.

16. L’amitie Gran Vin Robusto, Paco Puga Family Wines: corte de dois vinhedos distintos de Malbec com Cabernet Franc e Merlot. Passa 22 meses em barricas de carvalho francês.

17. Mugrón Negro, Mugrón: Os protagonistas deste projeto são quatro renomados enólogos de vinícolas do norte da Argentina: Francisco (Paco) Puga, Mariano Quiroga Adamo, Claudio Maza e Rafael Domingo. Trata-se de um blend de Malbec, Tannat e Cabernet Franc

18. Chañar Punco, El Esteco: nas safras mais novas é um corte de Malbec, Cabernet Sauvignon e Merlot com passagem de 18 meses em barricas de carvalho francês e 12 meses de estiba em garrafa.

19. Leonor Molina, Domingo Molina: um dos melhores Cabernet Sauvignon da Argentina. Passa 15 meses em barricas de carvalho francês de primeiro uso.

20. 1831 Cabernet Sauvignon, Bodega Colomé: uvas 100% Cabernet Sauvignon com 18 meses em barricas de carvalho francês de primeiro e segundo uso.

21. Merlot, Miraluna: também tem bons Merlot na região. Esse passa 12 meses em barricas de carvalho.

22. Laborum Petit Verdot, El Porvenir: um dos vinhos mais surpreendentes de Salta. Passa 16 meses em barricas de carvalho (20% novo e 80% usado).

23. El Seclanteño, Bodega Valle Arriba: uvas 100% Tannat de um vinhedo situado a 2.200 metros de altura, passa em carvalho francês de quinto e sexto uso por 12 meses. A produção é limitada a 600 garrafas.

24. Palo Domingo, Domingo Molina: um dos ícones da bodega, só produzido em safras excepcionais e cujo blend não está atrelado a nenhuma fórmula rígida.

25. La Linterna Valle de Cafayate, Bemberg Wines: também é produzido na bodega El Esteco sob a supervisão de Daniel Pi. Passa 18 meses em barricas de carvalho francês de 300 litros.

26. San Pedro de Yacochuya Torrontes, Yacochuya: um dos principais Torrontes, a uva emblemática da região. Tem todas as características típicas da uva.

27. Laguna Brava Torrontes, Jose Luis Mounier Winemaker: outro ótimo Torrontes de Salta com a tipicidade da uva, com passagem em carvalho de 6 meses. Esse é um dos produtores que melhor trabalham a uva na região.

28. Lote Especial Sauvignon Blanc, Bodega Colomé: uvas provenientes de um dos vinhedos mais altos do mundo com 3.111 metros de altura, passa 8 meses sobre as borras (75% em aço inox e 25% em barricas de carvalho).

29. Blanc de Noir 2021, El Esteco: pra colocar também um Pinot Noir de Salta. Esse é muito interessante e já recebeu até 93 pontos da crítica especializada.

30. Alto Los Cuises Chardonnay, El Porvenir: esse é o novo ícone branco da El Porvenir. Um Chardonnay excepcional que nesse momento só pode ser provado na vinícola.

Bons vinhos a todos!

4 comentários em “30 Vinhos para Provar em Salta

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